quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um Homem de Deus




“... Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus” (2 Reis 4.9)

Introdução
Recentemente atendi um jovem que me disse: "Ih... pastor, não existem mais homens de Deus, essa expressão está defasada faz é tempo". O que você acha? Será que realmente não existem mais homens e mulheres de Deus? Sim! Eu pessoalmente conheço vários homens e mulheres que são dignos de serem chamados assim, mas também é verdade que o uso deste termo está defasado por causa de pessoas que acham que são, mas não são e por isso tudo entra no pacote.

A mulher sunamita estava se referindo ao profeta Eliseu. Ela gostava tanto dele que o convidou para “tomar um cafezinho e comer um delicioso pão” em sua casa. E ainda construiu um quarto para ele, com uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lamparina, para ele ficar bem acomodado e assim se hospedar quando ele estivesse passando por aquela região. Mas esta hospitalidade foi motivada pelo que? O que motivou a mulher sunamita a querer ter em sua casa este homem que sempre passava por ali? O versículo 9 responde: “... Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus”.

Isso me levou a pensar: Como nós somos reconhecidos diante das pessoas?

Há pessoas que não se importam nenhum pouco com o que os outros pensam dela. Mas como cristãos devemos nos preocupar sim, até porque, o bom testemunho deve ser a marca de Cristo na vida de todos os cristãos. O mundo precisa de boas referências. O mundo precisa de bons exemplos. O mundo precisa de agentes do Reino de Deus. Precisa de Embaixadores do Rei. Somos a geração eleita e fomos chamados para anunciar àquele que nos tirou das trevas e nos trouxe para a maravilhosa Luz.

E pensando em referências, lembrei de uma música do Cazuza chamada "Ideologia". Eis um trecho da música:  

“... Meu partido é um coração partido e as ilusões estão todas perdidas.Os meus sonhos foram todos vendidos tão barato que eu nem acredito. Ah! eu nem acredito... que aquele garoto que ia mudar o mundo, frequenta agora as festas do "Grand Monde"  (festa da "Alta Sociedade", referindo-se aos ricos e famosos) Meus heróis, morreram de overdose... meus inimigos estão no poder. Ideologia! Eu quero uma pra viver...”.

Um jovem totalmente perdido no mundo das drogas e homossexualismo e sabe-se lá em mais o que? Questiono-me: que tipo de referência este rapaz foi para a sociedade? Quais eram suas referências? Ele mesmo disse: “Meus heróis morreram de overdose...”. Quantas pessoas cantaram, cantam e ainda cantarão essa música. Quantas pessoas foram influenciadas por este rapaz?

Implicação: Vamos pensar em nós. Que tipo de referência nós somos para os nossos filhos? Para os nossos visinhos? Amigos? Conhecidos? Será que tipos como estes (como o Cazuza), estão sendo referências em nosso lugar? Nós que deveríamos sempre estar à frente deles, estamos ficando para trás? Como somos reconhecidos diante das pessoas?

Conclusão
A mulher sunamita via na pessoa de Eliseu, "um homem de Deus”. Que esta palavra não seja apenas um “jargão” usado por nossas bocas, mas que sejam verdades nas bocas, nos olhos e nos corações de quem nos vê. Pense nisto!

No amor de Cristo, Paulo Berberth

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