segunda-feira, 9 de julho de 2012

Que Sobrenome Usamos?



"Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus" (Romanos 1:1 ARA)

Antigamente, quando era criança ouvia muito dizerem: “O fulano é da família X, Ah sim! Trata-se então de alguém muito importante”. As coisas não mudaram muito hoje em dia. Muitas vezes o sobrenome é utilizado para identificar a pessoa, algumas pessoas me chamam apenas por Berberth, tem gente que nem sabe o meu nome completo, “Paulo César Berberth Lima”, claro que minha família não tem posses, não somos ricos, muito menos importantes para a sociedade. Da mesma forma é muito comum o uso dos títulos pessoais como uma forma de apresentação.

Gosto de observar alguns pregadores hoje em dia, é engraçado como muitos deles (não são todos) gostam de falar de si mesmo e daquilo que fizeram e conquistaram, o pior é que as pessoas valorizam muito mais os títulos do que a própria pessoa. Já cansei de testemunhar cenas como esta: “este é o fulano de tal, PHD nisso e Dr daquilo, formado naquilo, fez isso e mais aquilo outro e blá... blá... blá....”. Fica ali falando do sujeito mais de 5 minutos, exaltando seus títulos. Sinceramente não acho isso necessário, poderia apenas dizer: “O fulano de tal, pastor, missionário, serve ao Senhor, na igreja tal". Já me disseram: “Paulo cuidado! Você deve pensar isso baixo, pode se queimar. Isso deve acontecer, afinal, são apenas formalidades exigidas nestas ocasiões”. Chamo isso de Politicagem!

Admiro quem busca suas especializações e não ligo se alguém for apresentado com seus títulos, o nosso cuidado deve ser para não valorizar apenas os títulos e nos esquecermos da pessoa, do que seu caráter e de quem ela é diante de Deus. Até porque, nem todos os pastores e missionários possuem "títulos". Eu mesmo não tenho, sou peixe pequeno! E tem muitos que exigem ser chamados pelo título "PASTOR fulano de tal". Se alguém o chama pelo primeiro nome, fica bravo.

Veja o exemplo do apóstolo Paulo, não apenas ao escrever a carta aos Romanos (olhe o início de cada carta que escreveu e perceba qual era sua ancora), ele não adotou o “sobrenome” que era seu por direito. Ele poderia ter se intitulado assim: “Eu, o Grande Apóstolo, o Doutor da lei, Poliglota, Cidadão Romano, Pregador de Multidões, Missionário para todos os povos e por aí adiante...”. Mas não o fez, preferindo antes dizer simplesmente: “Paulo, servo de Jesus Cristo”. O verdadeiro servo de Cristo sabe que antes dele vem o seu Senhor, tanto em sua postura como em sua essência, ele é servo e isso basta.

Como temos nos chamados? Qual é a visão que temos de nós mesmos? Será que o mais importante está sendo negligenciado? Devemos agradar Àquele que nos chamou e nos amou primeiro. Todo resto pode ficar para depois, inclusive nosso “sobrenome”, a idéia é que nos coloquemos na posição de servos mesmo tendo “direitos” de sermos senhores em alguma coisa, sendo assim:
                                               
? Valorizaremos muito mais o Senhor do Servo, do que o Servo do Senhor;
?  Ao olharmos alguém com títulos, devemos valorizar primeiro o seu caráter e integridade como servo e cristão e depois podemos olhar para os Títulos que o Senhor ajudou ele conquistar ao longo da vida. Podemos admirá-los. E jamais desprezar o esforço da pessoa que alcançou tal feito.
? Olharemos para nós mesmo e valorizaremos muito mais quem somos em Cristo do que aquilo que realizamos ao longo de nossas vidas, lembrando-se sempre do que Jesus nos disse em João 15.5:  “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.

Que sobrenome você tem usado? Quem sabe não seja isso que esteja faltando para nós numa época tão repleta de títulos e honraria, onde a criação é mais valorizada que o CRIADOR.

No amor de Cristo,

Pr Paulo Berberth

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