domingo, 25 de fevereiro de 2018

Pilatos – Um homem que lavou as mãos


Pilatos – Um homem que lavou as mãos
Série: Personagens Bíblicos – Mensagem nr 001 – Mateus 27.21-26
Mensagem do dia 25/02/2018 (Domingo/Manhã) - Igreja Batista Mandacaru

& Mateus 27.21-26: 21 Então o governador perguntou outra vez: "Qual dos dois vocês querem que eu lhes solte?". A multidão gritou em resposta: "Barrabás!". 22 Pilatos perguntou: "E o que farei com Jesus, chamado Cristo?". "Crucifique-o!", gritou a multidão. 23 "Por quê?", quis saber Pilatos. "Que crime ele cometeu?" Mas a multidão gritou ainda mais alto: "Crucifique-o!". 24 Pilatos viu que de nada adiantava insistir e que um tumulto se iniciava. Assim, mandou buscar uma bacia com água, lavou as mãos diante da multidão e disse: "Estou inocente do sangue deste homem. A responsabilidade é de vocês". 25 Todo o povo gritou em resposta: "Que nós e nossos descendentes sejamos responsabilizados pela morte dele!". 26 Então Pilatos lhes soltou Barrabás. E, depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado. NVT

INTRODUÇÃO
Primeiramente: Quem foi “Pôncio Pilatos”?

Ele era Procurador ou Governador da província romana da Judéia, quando governava o imperador Tibério, 26 a 36d.C. Aparece com destaque nos evangelhos quando Jesus foi levado a ele para ser julgado. Os quatro evangelhos descrevem o julgamento de Jesus de uma maneira, contudo Lucas é o mais detalhista como de costume. Nos negócios públicos e particulares mostrava-se cruel e impiedoso – Lucas 13.1 relata que “ele havia assassinado algumas pessoas da Galiléia enquanto ofereciam sacrifícios”.

Pilatos queria apenas manter a paz pública na ocasião, e por isso procurou acalmar os ânimos dos judeus mandando açoitar Jesus (Mt 27.26; Jo 19.1), mas ao mesmo tempo também desejou libertá-Lo no dia da Páscoa.

Por fim, para se livrar de um problema político, Pilatos enviou Jesus para Herodes Antipas, esperando que O julgasse já que Jesus era da Galiléia e Herodes era o Governador da Galiléia, portanto, jurisdição de Herodes. E naqueles dias Herodes estava em Jerusalém. Mas Jesus foi devolvido para Pilatos, que fez as pazes com Herodes, pois eram inimigos (Lucas 23.7-12).

Pilatos chamou os chefes dos sacerdotes, as autoridades e o povo, e disse “não ver crime algum em Jesus”, ele ordenaria que Jesus fosse açoitado e depois o soltaria. Mas os líderes judeus gritavam ainda mais forte: Crucifica-o! Liberta Barrabás! Pilatos, “lavou suas mãos” e fez o que a multidão pedia (Lc 23.14-25).

Há um ditado popular que diz que a voz do povo é a voz de Deus. Será? Acho interessante a forma que as coisas aconteceram, percebo certa ambiguidade nesta afirmação (tem 2 lados a moeda). Pois por um lado o povo foi injusto dizendo: “Crucifica-o! Crucifica-o!”. Mas por outro, percebemos um plano maior, o de DEUS, dentro do seu Maravilhoso propósito de salvação para a humanidade, ou seja, as profecias haveriam de se cumprir, a crucificação deveria acontecer exatamente para se cumprir as profecias e o plano de Deus.

Vamos analisar a postura de Pilatos e suas atitudes aplicando lições para as nossas vidas, o que podemos aprender?

Ele poderia soltar Jesus se quisesse? Sim! Teve oportunidade para isso, inclusive percebemos que ele concluiu que Jesus era de fato inocente, “NÃO vejo nele crime algum”. No entanto lavou suas mãos, noutras palavras: “tirou o corpo fora”, transferiu a responsabilidade para o Povo dizendo "Estou inocente do sangue deste homem. A responsabilidade é de vocês".

Pilatos ficou em cima do muro, não quis se comprometer com a responsabilidade de ser o culpado pela crucificação de um homem justo e também temia o povo, pois “aumentava o tumulto”. Pilatos foi covarde, injusto e agiu com indiferença.

Ouvi certa vez que o oposto do amor não é o ódio, é a indiferença. Talvez ela seja também o oposto da decisão que temos que tomar como nossas responsabilidades, a indiferença frente às decisões que sabemos que temos que tomar, porque temos que assumir a nossa responsabilidade. Aplicando isso sobre as nossas vidas, podemos pensar: 

Ü  Em quais situações podemos ser indiferentes a JESUS?

1.      Quando não ouvimos e não obedecemos a Palavra de Deus em todas as áreas de nossas vidas;
2.      Quando não amamos a Deus e ao próximo da maneira que ELE deseja;
3.      Quando não nos importamos com a salvação dos perdidos;
4.      Quando não nos importamos com o nosso testemunho pessoal;
5.      Quando não somos bons mordomos, do tempo, bens, dons e talentos;
6.      Quando não oramos uns pelos outros e nem meditamos em SUA PALAVRA;
7.      Quando deixamos de cooperar com a obra de Deus em nossa igreja local;
8.      Quando não perdoamos e não buscamos restaurar a comunhão com o irmão;
9.      Quando não ajudamos aos necessitados naquilo que está ao nosso alcance;
10.  Quando não agimos com justiça, transparência e imparcialidade com o nosso próximo.

CONCLUSÃO
Em primeiro lugar, Pilatos, agiu totalmente ao contrário do que seria a melhor decisão para um cristão. Óbvio, ele não era cristão. Está aí a primeira lição: “Não podemos cobrar uma postura cristã daquele que não é cristão”. Ele não terá os mesmos princípios, valores e fé.

Em segundo lugar, Pilatos pensava apenas em si mesmo e não no próximo. Ele queria soltar Jesus, não por ser justo, correto ou porque era a coisa certa a se fazer, mas para não ser responsabilizado pelo sangue de um homem justo, quis se livrar de sua responsabilidade. Ele mandou Jesus para Herodes, não porque queria de fato que Jesus fosse liberto, mas porque ele queria se ver livre de um problema político. O que ele fez é tentar agradar o povo, a César e aos judeus, mas não quis agradar a Deus. Nossa segunda lição: “Devemos agradar a Deus e não as pessoas, mesmo que por causa disso venhamos a ter algum prejuízo, importa agradar a Deus!”

Que possamos refletir sobre essas coisas e que possamos fazer e ter atitudes que agradam tão somente a Deus.

No amor de Cristo, Paulo Berberth

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