domingo, 23 de abril de 2017

Aprendendo a Orar com Jesus

Aprendendo a Orar com Jesus
“Uma meditação na oração que Jesus ensinou”
Mensagem do dia 23/04/2017 (Domingo/Noite) - Igreja Batista Mandacaru

Antes de mais nada, vamos pensar juntos nestas questões: Porque oramos? Para que oramos? Qual o objetivo da oração? De que forma deve ser a oração? Qual deve ser a nossa postura ao orar? Qual a nossa motivação? É para sermos ouvidos ou para ouvirmos a voz de Deus? Reflitam sobre isso! Nesta noite iremos olhar para uma passagem da Bíblia que com certeza é uma das mais conhecidas de todas, é conhecida como “A ORAÇÃO DOMINICAL”, ou a “ORAÇÃO DO PAI-NOSSO”.

& Lucas 11.1-4: 1 Certo dia Jesus estava orando em determinado lugar. Tendo terminado, um dos seus discípulos lhe disse: "Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou aos discípulos dele". 2 Ele lhes disse: "Quando vocês orarem, digam: ‘Pai! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3 Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano. 4 Perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todos os que nos devem. E não nos deixes cair em tentação’ ". NVI

Introdução
Esta oração aparece no NT duas vezes, em MATEUS 6.9-15 e também em LUCAS 11.1-4. Existe certa discussão a respeito desta oração, pois alguns pensam que Jesus ensinou a oração mais de uma vez, o que bastante provável, outros que o evangelista Lucas a registrou de maneira mais simples e objetiva, comparada a Mateus.

No entanto, podemos observar que em Mateus Jesus ensina a oração em meio a um sermão perto do começo de seu ministério, já em Lucas um pouco mais tarde, noutra ocasião: Jesus havia saído da casa de Marta e Maria (Lc 10.38-42), e não se sebe quantos dias depois, mas o texto diz, v.1: “Certo dia Jesus estava orando em determinado lugar. Tendo terminado, um dos seus discípulos lhe disse: "Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou aos discípulos dele".

É assim que começa o texto bíblico de nossa reflexão. Agora pense comigo: Imaginar esse ambiente de oração e acima de tudo, conferir de perto o relacionamento de Jesus com Seu Pai é algo maravilhoso (Eu queria ter visto – lembro de meu avô orando antes de dormir – ajoelhado na beira da cama – que lindo!). Imagine então ver Jesus orando? Seria fantástico!!!

Por isso que um dos seus discípulos tomou a iniciativa de fazer um pedido: “Senhor, ensina-nos a orar?”. Era costume dos rabinos naquela época ensinarem seus seguidores a fazer breves orações. Jesus não somente aproveitou para ensinar um modelo breve de oração, mas também contou uma parábola a fim de ilustrar o valor da confiança e da esperança que devemos ter em Deus (vv. 5-13 – A parábola do amigo importuno), que devemos perseverar em oração e finalizou ensinando que devemos ter consciência do amor e da misericórdia do Pai celestial em atender nossas orações. Todavia, não veremos essa 2ª parte hoje, apenas nos atentaremos para os 4 primeiros versículos, conforme já lemos.

Portanto, Jesus ensinou aos seus discípulos algumas valiosas lições, o que podemos aprender com o nosso Mestre?

1.   A Oração Exalta o nome de Deus (v.2a).

Orar é muito mais que falar com Deus, é reconhecer sua soberania, sua grandeza, o seu domínio e majestade, além disso, reconhecer também o nosso lugar, quem nós somos e quem é Deus. ELE é o “Pai, e Santo  é teu Nome”, nós os filhos. Jesus começa com um simples trato: “Pai, o que corresponde ao aramaico Abba, o modo de uma criança se dirigir ao seu pai humano. Os judeus, nas suas orações, empregavam a forma Abinu (Nosso Pai). Expressões que sugerem Intimidade.

“Pai! Santificado seja o teu nome”. Igualmente, isso é também ter reverência, temor a Deus. O nome de Deus representa o todo do seu caráter e de seus atributos. Portanto, o nome de Deus é muito importante. Como quando Deus disse para Moisés – "Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês". (Êxodo 3.14).

O terceiro mandamento diz: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Ex 20.7).

No entanto, a reverência não está muito em moda ultimamente, não apenas na maneira em que as pessoas tratam o nome de Deus, usando nomes que diminuem a essência, os atributos e o caráter de Deus, ou que são usados de maneira ilegítima, sem sinceridade e verdade de coração, mas também na maneira em que os crentes “participam” do culto, ou melhor, não participam! (sem generalizar – mas guardadas as proporções), tais pessoas estão no local, na igreja, mas a mente e corações não estão lá.

Há um grande perigo nisto: Chamam Deus de Pai, e diz que ele é Santo. Mas se em seus corações não há verdade e sinceridade, eu lhes pergunto: - Isso não seria chamar o nome de Deus em vão? Reflitam nisso! Deus não é legalista, mas precisamos trata-lo de maneira respeitosa, levar a sério.

Enfim, Jesus ensina que devemos Exaltar o nome de Deus, portanto, exaltemos o Seu Nome Santo. À Ele seja a Glória e Honra para sempre. Amém!

2.   A Oração revela submissão à vontade de Deus (v.2b).

V.2b: “... venha o teu reino...” Devemos reconhecer a necessidade da direção de Deus sobre nossas vidas, por isso precisamos nos sujeitar inteiramente à sua vontade, como fez Jesus em sua relação com o Pai. Jesus além de Deus é o Senhor de nossas vidas, Ele Reina em nossos corações. Vivemos o seu Reino, como súditos e servos de Jesus. Mas, infelizmente, muitos o querem como Salvador e Deus, mas não como Senhor, porque ter um senhor sugere obediência, e essas pessoas não gostam de se sujeitar de obedecer e muito menos não querem se comprometer.

Em Mateus 6.10, o texto tem um acréscimo: “Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”. Hoje em dia ouvimos orações do tipo: “Eu não aceito”, “Eu decreto”, “Eu profetizo”, “Eu, eu, eu, eu...” Orações nem um pouco submissas, mas egoístas, arrogantes, soberbas e totalmente irreverentes e desrespeitosas.

Seja feita a vontade de Deus! Você deseja a vontade de Deus em sua vida? Ore, mas com submissão à vontade DELE. Com humildade. Entenda e aceite que a vontade de Deus é a melhor coisa para nós.

3.   A Oração registra petição pelo nosso sustento (v.3).

V.3: “Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano”. Um pedido básico, pelo sustento. É verdade que as coisas estão ruins $$$$$ (financeiramente). Contudo, temos liberdade de pedir em favor do nosso sustento diário, pois cremos que Deus é um Deus de provisão. Mas é necessário que façamos nossos pedidos com sabedoria, pedir o necessário, o que precisamos e não o que não queremos. Tiago exorta em sua carta os pedidos inadequados ele diz: “Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres” (Tiago 4.3).

Um bom exemplo foi o de Agur, disse ele (a respeito de si mesmo): "7 Duas coisas peço que me dês antes que eu morra: 8 Mantém longe de mim a falsidade e a mentira; Não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. 9 Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor? ’ Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus. (Provérbios 30.7-9).

Peça a Deus o que é necessário, não queira ter o que não precisa, o que não é para você ter, o que talvez iria até mesmo lhe prejudicar se tivesse, e Deus lhe conhecendo perfeitamente, concede aos seus filhos apenas o que lhes farão bem. Contudo, apesar de tudo isso, Deus nos dá liberdade de pedir, podemos pedir por nosso sustento diário. Peça com sabedoria o seu sustento e provisão.

4.   A Oração inclui confissão dos pecados (v.4a).

V.4a: “Perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todos os que nos devem”. É importante ter humildade para reconhecermos que os nossos pecados entristecem o coração de Deus. Pedir perdão a Deus deve ser um hábito constante em nossas vidas, pois ele se alegra quando com corações quebrantados pedimos perdão a ELE. Além disso, podemos confiar no perdão de divino, conforme 1João 1.9 diz: Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Jesus perdoa e purifica.

Mas existe um sentimento terrível. O sentimento de culpa. Este sentimento tem impedido muitos de conhecerem, experimentarem o perdão divino. Pois as pessoas não conseguem crer que Deus as perdoa. Elas se julgam culpadas em demasia. Sentem-se sujas, indesculpáveis, imperdoáveis. E, portanto, em sua vida, este sentimento acaba se sobressaindo. MAS DEUS PERDOA SIM. É o que sua Palavra diz e é o que ELE Faz a todos que estão com corações quebrantados e contritos e que confessa humildemente seus erros, seus pecados e falhas. Creia no perdão de Deus!!!

Outra coisa importante é compreendermos que o perdão deve se estender ao próximo, assim como somos perdoados pelo Pai, devemos perdoar aqueles que nos ofendem. Não é fácil perdoar dívidas, mas fomos perdoados pelo Pai e devemos liberar perdão. Sem falar que o perdão é “unilateral’, ou seja, para o cristão não depende se a pessoa se arrependeu ou não, se ela pediu perdão a você ou não, nós temos de perdoar. Quem perdoa, ama. E a Bíblia diz que quem não ama, não conhece a Deus (1 João 4.20).

Inclusive em Mateus 6.12, 14-15 tem este acréscimo importante na oração: 12 Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores... 14 Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. 15 Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas".

Peça perdão de seus pecados, fale com Deus com liberdade, ELE está pronto a perdoar. E perdoe aqueles que lhe ofendeu, porque isso agrada ao Senhor. E como Mateus disse, se perdoarmos seremos perdoados pelo Pai, se não perdoarmos, não seremos, pois quem não perdoa está em pecado. Pecado pelo qual só será perdoado depois de ser confessado. Libere perdão!

5.   A Oração orienta que peçamos pela proteção divina contra tentações (v.4b).

V.4b: “E não nos deixes cair em tentação”. Eu aprendi uma coisa: “Nunca devemos duvidar de sua capacidade de pecar”. Isso é uma realidade. Somos falhos e limitados. Jesus orientou a Pedro, Tiago e João, quando estava no Getsêmani orando – e claro serve também para nós – Ele disse: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mateus 26.41). Jesus estava passando pelo momento mais difícil do seu ministério. Ele estava prestes a encarar a cruz do calvário. No evangelho de Lucas inclusive é destacado que Jesus “suou gotas de sangue” por conta de sua profunda angústia (Lc 22.44).

Jesus estava sofrendo, orou com sinceridade ao PAI, apesar da situação terrível que ele iria passar, quis fazer a vontade de Deus, “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a Tua” (Lc 22.42).

A Bíblia diz que somos tentados por aquilo que desejamos, Tiago 1.13-14: 13 Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. 14 Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.

Há uma luta constante entre a carne e o espírito, vencerá aquele a quem for mais alimentado. Por isso o cristão deve viver pelo espírito, essa é a orientação do apóstolo Paulo aos gálatas: 16 Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. 17 Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro...” (Gl 5.16-17)

Nós temos que agir. A orientação de Paulo é – Vivam pelo Espírito – Tomar uma atitude. Depende de nós agir.... Mas também temos o privilégio da oração. Pedir socorro ao Senhor através da oração. Todos nós somos passiveis ao erro, contudo é necessário reconhecer que precisamos da ajuda de Deus para não cairmos nas tentações. Ele nos fortalece e ajuda.

CONCLUSÃO
Esta oração que Jesus nos ensinou tem uma BELA lição:

A oração exige envolvimento pessoal com o Pai.

Ele espera por seus filhos, Ele deseja que seus filhos o busquem e queiram ter este relacionamento íntimo e pessoal com ELE. Ele deseja que oremos, deseja corações abertos, contritos e quebrantados. Deseja sinceridade e verdade.

Encerro lendo Hebreus 4.16: “Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade”.

Ü Oremos ao Pai, Ele sempre está pronto a nos ouvir!


No amor de Cristo, Pr Paulo Berberth

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Pr Paulo Berberth