sábado, 6 de fevereiro de 2016

Que é a Verdade?


Que é a Verdade?

João 18.37-38:  37 "Então, você é rei! ", disse Pilatos. Jesus respondeu: "Tu dizes que sou rei. De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem". 38 "Que é a verdade?", perguntou Pilatos. Ele disse isso e saiu novamente para onde estavam os judeus e disse: "Não acho nele motivo algum de acusação”.

Pilatos era procurador, ou governador da Judéia. É uma figura muito interessante, contraditório, cético e confuso, realmente trata-se de alguém que desafia a nossa imaginação. Para alguns, ele é um santo, para outros, a personificação da fraqueza humana, o típico político disposto a sacrificar um homem pela causa da estabilidade. Aliás, nos negócios públicos e particulares mostrava-se cruel e indiferente (Lc 13.1).

Com aparência de justo disse por três vezes não ter achado crime nenhum em Jesus, tentando libertá-lo, todavia, ao mesmo tempo não quis se comprometer com a verdade. Não queria se dispor nem com os judeus e muito menos com o imperador. Portanto, Pilatos “lavou as mãos”, libertou a pedido do povo, Barrabás e entregou Jesus para ser crucificado.

Vivemos épocas de crises, crise de identidade, crise moral e ética, crise de caráter e de espiritualidade. Tempos de contradições, de inversões de valores e abandono dos princípios. A pergunta de Pilatos foi: "Que é a verdade?"

Teria Pilatos achado que a verdade era um conceito indefinido demais para merecer tamanha atenção? E hoje, que é a verdade? Depende do ponto de vista? A resposta desta pergunta afeta diretamente em nossas vidas, consequentemente em nossa sociedade atual. Portanto, vamos refletir sobre a pergunta de Pilatos: Que é a verdade?

A presença real de Cristo na vida moral do cristão liberta a moralidade não só do legalismo, mas também do relativismo e junto dele também o liberalismo. Ambos todos são erros grotescos, nocivos e prejudiciais. Enquanto o legalismo condena, o liberalismo aprova e o relativismo fica em cima do muro dizendo: “Todo ponto de vista, é um ponto de vista”.

O que precisa ser compreendido é que os extremos sempre são prejudiciais para as nossas vidas, muito mais maléficos que pensamos. Veja, o legalismo sacrifica as pessoas pelos princípios, geralmente por interpretações extremistas da moral; enquanto o relativismo e o liberalismo sacrificam os princípios pelas pessoas, é o esvaziamento dos valores e princípios divinos para beneficiar o homem.

Todavia, o que mais preocupa não é tanto o legalismo, que diga-se de passagem, está fora de moda e mais do que rejeitado, muito embora continua deixando muitos feridos dentro das igrejas e foras da igrejas, pessoas decepcionados com a igreja. Mas é os outros extremos, o relativismo e o liberalismo que estão de mãos dadas e fazendo muito sucesso hoje em dia, infelizmente! Uma sociedade a quem dos princípios e valores de Deus, batem palmas para tais ideologias e formas de viver.

A desconstrução de pensamento, dos princípios e valores tem gerado uma sociedade enferma. Por essa razão, ela precisa de uma terapia muito mais profunda que de bons argumentos filosóficos que são como uma espécie de “Raio X”, ou seja, apenas fornece a observação dos sintomas, os efeitos da doença; contudo, precisamos apresentar um diagnóstico da doença que está causando os sintomas antes de prescrever a cura. E o diagnóstico mais profundo da principal doença deste século, aliás deste de o mundo é mundo: É a descrença em Cristo, a descrença na Verdade. É a falta de fé no criador.

Por isso que argumentos não resolvem quando eles não passam de “pontos de vistas” para o relativismo, então, a resposta mais firme não é um argumento perfeito, mas a pessoa perfeita: CRISTO. Pois ele é a evidencia perfeita, o fato real, a presença real, a prova sem contestação. Encontre-O e o relativismo e o liberalismo no mesmo instante murcham.

Os argumentos mais irrefutáveis sempre serão os fatos, os dados, a realidade concreta. Como aquele ditado popular diz: “Contra fatos não há argumentos”. Embora exista aqueles que divergem, como por exemplo Nietzsche que disse: “Não há fatos, mas sim interpretações”. Portanto, quero ser mais contundente, por exemplo: o argumento mais eficaz contra o aborto é simplesmente assistir a um aborto.

Nossa cultura rejeita a moralidade cristã, porque rejeita Cristo. Nossa cultura acha ela útil em algumas áreas, mas desagradável e repressiva em outras. Eis mais ou menos o pensamento: “O que me favorece, uso, o que não me agrada, descarto”. Por isso vivemos numa sociedade que pensa na moralidade cristã em termos de regras humanas necessárias, mas desagradáveis, como a inspeção de bagagem nos aeroportos. Ela pensa que o bem necessário é o mal necessário e não consegue compreender os benefícios dela.

A imagem que se tem da moralidade cristã quase sempre é confundida com uma imagem de sujeição, de limitação, de aprisionamento, no entanto, o evangelho não limita, não aprisiona ele liberta, transforma, regenera, renova, restaura, constrói, reconstrói etc.

Conclusão
Se tais pessoas conhecessem a Cristo, seus valores e princípios e não os ignorassem, saberia que a moralidade é como lições de navegação para iniciantes num pequeno barquinho navegador. Somos o barquinho, o vento do Espírito Santo é a nossa vela e a mente de Deus o nosso leme que nos conduz, pois, nosso destino é navegar pela grande profundidade de Deus, e isso é totalmente possível, porque o próprio Deus se tornou homem subiu a bordo do barco.

Por isso, concluo dizendo que a vida daquele que é um relativista moral, não tem sentido algum, pois para ele é um grande absurdo o Ele absoluto estar ao seu lado no barco, quanto o é para o cristão verdadeiro ser tão cético em relação a verdade a ponto de perguntar cinicamente para a própria Verdade: “O que é verdade?” Estando Ele em pé diante de você e depois autorizar a morte Dele, lavando friamente suas mãos diante de todos.

Como está escrito: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará" (João 8.32).


No amor de Cristo, Pr Paulo Berberth

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