segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cristianismo Hibrido


Cristianismo Hibrido

Hibrido. Na Biologia e Agronomia, esta palavra é comum. Híbrido designa um cruzamento genético entre duas espécies vegetais ou animais distintas, que geralmente não podem ter descendência devido aos seus genes incompatíveis. E quando se reproduzem, o resultado é uma anomalia, ou seja, a produção em laboratório é boa, mas a sua reprodução não tem a essência, não terá vida.

Um exemplo: Digamos que seja pego todas as características genéticas dos melhores milhos, em laboratório seja modificado para que ele tenha todas as características em um só. Porém, este milho não irá reproduzir com a mesma qualidade (por ser estéril), pelo contrário, a reprodução do milho hibrido resultará em uma produção com muitas imperfeições.

O “evangelho” pregado por alguns segmentos dos chamados evangélicos é parecido com isso. Na verdade, determinados grupos sincretizaram de tal forma a “fé” que não dá para definir sua essência. Isto porque, a mensagem pregada em seus púlpitos é fruto de um cristianismo híbrido onde se encontram pressupostos cristãos, misturados com paganismo, misticismo, espiritismo, catolicismo e outros. Portanto, não é o Evangelho de Jesus, é um sub produto produzido por homens.

Para piorar a coisa, tal práxis doutrinária e comportamental encontrou uma enorme aceitabilidade por parte da sociedade, e isto se deve ao fato de que as pessoas deste tempo, buscam desesperadamente por experiências sobrenaturais e não pela verdade do Evangelho. Elas não querem pensar, querem sentir. Não querem doutrina, desejam novidades. Não querem estudar a Palavra, querem escutar testemunhos eletrizantes. Não querem adorar, querem shows. Não querem Escolas Bíblicas, querem circo e entretenimento. Não querem o evangelho da cruz, desejam o evangelho dos milagres, de prosperidade. Não querem Deus e sim as bênçãos de Deus.

Isto é cristianismo hibrido. Um “cristianismo” sem a essência, sem fundamento, sem bases, sem alicerce. Infelizmente estamos vivendo um tempo de paganização, onde cultos se fundamentam nas emoções, supostos pastores, sem conhecer o mínimo de teologia, sem preparo, mas cheios de achismo e heresias sem fim.

Percebemos igrejas cheias de pessoas, mas vazias de Cristo. Igrejas vazias, vulneráveis e improdutivas. Na verdade, o que determina o “sucesso” do culto não é mais a Palavra de Deus, mas o gosto da freguesia, membros querem ensinar o pastor a pastorear. E o pastor por sua vez prega o que dá ibope, o que os donos da igrejas querem, oferecendo ao povo o que ele quer ouvir não o que precisa ouvir.

Esse evangelho híbrido anuncia Cristo juntamente com o evangelho do descarrego, da quebra de maldições, da prosperidade material, anuncia um evangelho do medo, mostrando um Deus tirano que punirá todo o crente que não contribuir financeiramente com a igreja. Não prega a Cruz, a santificação, o pecado, a necessidade da Graça, da Misericórdia e do perdão de Deus, não prega as boas obras, uma geração que desejam os benefícios e não as responsabilidades do Evangelho verdadeiro.

Outra coisa que percebemos neste cristianismo hibrido é que o crente hibrido gera crentes problemáticos, imaturos estéreis. É por isso que vemos acontecer tantas aberrações e anomalias no seio da igreja. É por isso que encontramos nas igrejas hoje, crentes apáticos, sem gosto, sem sal e sem açúcar, apagados sem brilho, sem vida, sem interesse, sem cooperação, não evangelizam, não fazem o bem, não querem o bem, trabalham contra, causam intrigas, fofocas, difamações. Triste realidade!

Crentes artificiais, que cumprem ritos semanais, comportamentos pré-estabelecidos, mas vazio de sentido, você pode perguntar por que ele faz o que faz? E terá como resposta: “Não sei, sempre fiz assim, é assim que aprendi”. O crente artificial está preocupado com coisas insignificantes, com coisas que não vão edificar e somar para o reino de Deus. Preocupam-se com a liturgia, com a forma, com estilos de músicas, com métodos e estratégias para evangelismo e de crescimento de igreja. Eles na verdade são bons na teoria, péssimos na prática. São capazes de dizer o que um pastor precisa fazer e quais os caminhos do sucesso ministerial. Não querem ser pastoreados, querem um empregado. Neste caso, a igreja não cresce nunca, ficam sempre aqueles “gatos pingados” com seus “manda chuvas” ditando as regras, “muito chefe para pouco índio”. Mas no final das contas não reproduzem a essência de Cristo. Tudo isso e muito mais que não foi citado, é resultado de um cristianismo hibrido, artificial, o pior é que este tipo de crente se reproduz piorando cada vez mais em suas reproduções.

Por isso, precisamos de igrejas maduras com pessoas bem resolvidas que possuem consciência do reino, que sabem e cumprem suas responsabilidades e que não apenas querem desfrutar dos benefícios da salvação. Não se faz discípulos com pessoas que se reúnem uma vez por semana, e olhe lá! Não se faz discípulos sem convivência, sem vivencia e sem espiritualidade, doutrina e teologia sadia e bíblica. Cristo precisa ser imitado e seguido.

A igreja brasileira está em perigo, minha conclusão é que mais do que nunca a igreja cristã brasileira precisa URGENTEMENTE de uma nova reforma. Orem pela igreja, lute pela igreja.


No amor de Cristo, Pr Paulo Berberth

4 comentários:

  1. Texto perfeito, boa comparação. O que me fez pensar é que os cristãos problemáticos geram ainda mais cristãos problemáticos só que piorados e não foi isso que Jesus desejou que a igreja fizesse

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  2. Triste realidade do cristianismo vivido hoje em dia

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  3. Totalmente verdadeiro, Parabéns!

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Pr Paulo Berberth