domingo, 17 de março de 2013

Série: Uma Igreja Frutífera 01


"UMA IGREJA FRUTÍFERA"

Mensagem do dia 17/03/2013 (Domingo/Noite) 

 Igreja Batista Central em Toledo


João 15.8, 16: "Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão considerados meus discípulos... Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça..."
Introdução
De uma maneira geral, a Bíblia ensina que o verdadeiro discípulo deve ter uma vida produtiva. Frutificar é um imperativo bíblico. A expectativa de Jesus, o nosso Senhor e Salvador é que os seus discípulos frutifiquem. E na realidade serão considerados seus discípulos aqueles que frutificam. Aqueles que cumprem sua expectativa. E a nossa fé é provada por frutos. Disse Jesus: "Pelo fruto se conhece a árvore.. e pelos frutos os conhecerão". Esses frutos não são apenas espelhados pelas virtudes que devem marcar ou ornar o caráter do cristão, mas também que traduzem em ações diárias coerentes ao discurso pessoal, "sou cristão", sinônimo de frutificar.

Uma fé meramente contemplativa, mística, ascética, liberal, separada e distante da realidade em todas as suas dimensões, é algo totalmente equivocado e estranho ao ensino cristão bíblico. Diz muito bem Tiago que "a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma..." (Tiago 2.17), de que adianta falar e não fazer, oferecer sua fé aos outros, se você mesmo não pratica?  De que adianta ter um evangelho com ênfase apenas no proclamar e não no cumprir, se não atendemos as necessidades básicas do ser humano. Portanto, a prática da fé é essencial para gerar bons frutos. E a apresentação do evangelho em sua inteireza também o é, para cumprir a missão integral da igreja.

Precisamos neste tempo de frieza, de apatia e até mesmo de apostasia da fé (dentro de nossas igrejas), resgatar o conceito verdadeiro de uma fé operosa e frutífera desejada por Jesus. Uma fé que se prova por uma vida de ação, atuante e transformadora. Essa é a verdadeira vocação cristã. É tempo de despertar para um testemunho mais ousado, mais convincente e relevante. O mundo está carecendo, não de ouvir belas palavras, mas de ver belas vidas que reflitam de fato o que as palavras dizem.

Vivendo assim, seremos UMA IGREJA FRUTÍFERA, seremos UMA IGREJA RELEVANTE, em seu SER (natureza e essência de DEUS). em seu DIZER (proclamando e anunciando o Evangelho), e em seu FAZER (servindo o mundo, vivendo o Evangelho). Sim, vamos frutificar! Este é o desejo de Jesus. Não vamos ser semelhantes aos ramos que Jesus cortou, pois não produziam frutos (João 15). Você está preparado para frutificar?

UMA IGREJA FRUTÍFERA TEM CONSCIÊNCIA DA IMPORTÂNCIA DE FRUTIFICAR.

Para compreendermos melhor essa importante missão da Igreja, vamos analisar João 15.1-17, trata-se da comparação que Jesus faz com a "videira" e os "ramos". Jesus é a videira e nós somos os ramos. Se estivermos ligados na videira, produziremos frutos, e seremos podados para produzir mais frutos ainda. Mas o que não está ligado à videira, é cortado e jogado fora, não dá frutos.

No Antigo Testamento aparece algumas vezes esta comparação da "videira" com Israel (Is 5.1-17; Jr 2.21; Os 10.1; Ez 15.1-5; 19.10,11; Sl 80.8-19). A lição principal é esta: Estar ligado à videira, "... permanecei em mim e eu permanecerei em vós" (João 15.4), somente assim vamos frutificar, pois sem a videira (Jesus) nada podemos fazer (João 15.5). Ele deseja ter intimidade conosco: "Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido" (João 15.15).

A Base de tudo é o AMOR. "O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei" (João 15.12). Jesus deseja estar ligado em nós por causa do AMOR que sente por nós. E nós devemos frutificar, também por causa do Amor. "Nós amamos porque Deus nos amou primeiro" (1 João 4.19). "O amor de Deus nos constrange" (2 Coríntios 5.14). O amor que chegou até nós, devemos desejar que outros sejam alcançados também. Portanto, seguindo o exemplo de Jesus, O amor deve ser:

·         Sacrifical, (João 15.13) Abre mão do que é mais valioso, a vida; Ele deu a vida por seus amigos.
·         Voluntário, Quem não deu de si mesmo, ainda não serviu. Não faria sentido se este sacrifício fosse imposto, se fosse, a base não seria o amor, seria a imposição; Jesus deu a si mesmo pelo mundo.
·         Sem Barreiras, Jesus estabelece um novo reacionamento com os ramos (João 15.15-16), "vocês serão meus amigos", de servos à amigos, de inimigos à amigos. Jesus serviu seus inimigos!
·         Sem Exclusividade, o amor não depende de opinião humana, depende de obediência, portanto não importa quem seja, devemos amar, inclusive quem não nos ama, ou quem não nos simpatizamos tanto. Amar quem nos ama é fácil, que vantagem tem nisso?
·         Altruísta, este é um diferencial do amor de Jesus plantado nos corações de seus discípulos. O amor que coloca o outro acima de você. O outro é mais importante.

O QUE DEVEMOS FAZER? Vimos até aqui DAR FRUTOS é uma missão confiada por Jesus à Igreja, e que os discípulos precisam corresponder à expectativa de Jesus neste sentido. Uma igreja infrutífera é uma igreja morta em suas obras, mas uma igreja frutífera agrada o coração de Deus e cresce naturalmente. Por isso, não podemos ser omissos em relação a essa necessidade de frutificar porque:

1. É UM IMPERATIVO PESSOAL Infelizmente existe um pensamento de que apenas os líderes, pastores, missionários devem ganhar vidas para Cristo. Leiamos 1Pedro 2.9: "Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas (virtudes) daquele que os chamou (tirou) das trevas para a sua maravilhosa luz". Dar frutos é uma missão de todos. Você é a Igreja. Você foi chamado para dar frutos e frutos que permanecem.

2. A QUALIDADE DOS FRUTOS DEPENDE DA QUALIDADE DE NOSSA VIDA.  Para confirmar isso basta lembrarmos das palavras de Jesus em Mateus 7.15-20: "15 Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. 16 Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? 17 Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. 18 A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. 19 Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. 20 Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!". Os frutos que produzimos são os resultados daquilo que nos alimentamos. Que tipo de fruto você tem produzido?

3. OS FRUTOS TESTEMUNHAM A FAVOR DO REINO DE DEUS. Neste sentido vale frisar que "dar frutos" tanto faz referência à tarefa do discipulado (gerar novos discípulos), quanto a qualidade de vida de quem já é discípulo. Frutificar é "gerar vidas novas" e também, frutificar é ter pensamentos, sentimentos e atitudes provenientes de um coração transformado por Jesus, trata-se do fruto do Espírito Santo (que é a conversão a Cristo), evidenciados nas virtudes deste fruto como o apóstolo Paulo relata em Gálatas 5.22-23. Se vivermos uma vida nestes moldes, nossa contribuição para o Reino de Deus será positiva. Você gerado vidas? Você tem gerado frutos para o Reino? Furtos que permanecem? Você tem vivido essas Virtudes do fruto do Espírito Santo em sua vida?

Conclusão Uma Igreja frutífera tem Consciência da Importância de Frutificar. Tenha você também esta consciência. Você é a Igreja, a missão é da igreja, mas também pessoal. Portanto, sejamos frutíferos!

No amor de Cristo, Pr Paulo Berberth



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