terça-feira, 10 de julho de 2012

Boa iniciativa, péssima acabativa


Boa iniciativa, péssima acabativa
Pastoral nr 004

Todos nós temos a opção de seguir Jesus, mas devemos fazer isso com compromisso e responsabilidade. Jorge era uma pessoa inteligente e super agradável. Destacava-se em qualquer modalidade esportiva na escola. Era carismático e muito engraçado, tanto que os adolescentes e jovens da igreja adoravam estar com ele. Na verdade, quando Jorge começou a participar do grupo de jovens tinha seus 16 anos. Não era muito dedicado e comprometido, apesar da família ser membro da igreja desde quando ele nasceu. Aos poucos sua freqüência começou a aumentar. Ele estava ansioso em aprender mais sobre como seguir a Deus e fazer amizades.

Assim, não demorou muito e estava participando de um grupo de estudos bíblicos da Escola Dominical e de outras atividades da igreja. Logo, tornou-se líder dos jovens e adolescentes, era motivador nato e super talentoso, incentivava os que tocavam instrumentos e cantavam no louvor a melhorarem cada vez mais. Consequentemente o grupo cresceu contando com a colaboração de todos. Na igreja todos admiravam Jorge pelo empenho e dedicação. Estava em todo lugar e fazia um pouco de tudo.

O tempo passou e Jorge começou a participar de atividades esportivas da faculdade. Arranjou uma namorada que não era cristã. Começou a trabalhar numa boa empresa e ter um bom salário. Não demorou muito, comprou um carro “nervoso”, todo equipado com som, rodas de liga leve e outros acessórios. À medida em que o tempo passava, Jorge se tornava menos ativo no grupo. Porém, não queria que os amigos da igreja pensassem que havia se esquecido deles. Por isso, continuava ajudando em algumas tarefas no grupo, mas quase nunca aparecia. Tinha tantas outras ocupações que suas tarefas da igreja eram feitas superficialmente. A igreja passou a ser apenas mais um evento social de sua agitada e atrapalhada vida.

Ocasionalmente aparecia no grupo. Houve um dia, não muito tempo atrás, ele veio para "animar" os mais novos a continuarem ativos e quis fazer uma seção nostalgia: "no meu tempo as coisas eram assim..." Eduarda, a “Duda” como é conhecida, incomodada com este comportamento de Jorge, disse com carinho e em particular: “Jorge, você fala muito e age pouco. Nunca faz o que fala. Não tem compromisso conosco, nem com a Igreja e muito menos com Jesus e pra mim, suas palavras não tem valor”.

Envergonhado baixou a cabeça, ficou pensativo a respeito do que havia ouvido de Duda, mas foi embora sem dizer nada. Ele queria seguir a Deus como antes, no entanto, sua atual vida não permitia. Jorge teria que abrir mão de muitas coisas para seguir a Jesus Cristo, pois ELE merece sempre o melhor e tem que ser o primeiro. Jorge decidiu ter outras prioridades na vida. Ele teve uma Boa iniciativa e uma péssima acabativa. E você, como tem seguido a Cristo?  Quais são suas prioridades? Pensem nisto!

“Aquele que não tomar a própria Cruz e não me seguir, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14. 27).

No amor de Cristo, Pr  Paulo Berberth.

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