segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Elias: Oração Eficaz - 02

Elias: Oração Eficaz - 02
Mensagem do dia 19/10/2011 (quarta-feira) 
Igreja Batista Aeroporto de Campo Mourão

Série: Orações na Bíblia-05
Texto Base: 1Reis 16.29 - 19.21; Tiago 5.17-18

A oração eficaz deve ser acompanhada por dois itens;

  1. PELA CONVICÇÃO DE QUE SOMOS HUMANOS

“Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu” (Tiago 5.17).

Não é de hoje que o humanismo tem sido exaltado, a cada dia o homem confia mais nele e despreza a Deus. O homem julga-se auto-suficiente e por isso não precisa de Deus. E este pensamento por incrível que pareça, tem chegado às igrejas. 1. Culto do ego: as pessoas querem receber massagem no ego, isso é vaidade. Existem aqueles que têm síndrome de estrelinha, querem ser notados! Outros estão em busca de satisfação própria. No entanto, nós temos que agradar a Deus, não devemos ir à igreja em busca de satisfação própria, não vamos à igreja para sermos agradados, vamos para adorarmos a Deus, para crescermos na fé, para termos comunhão uns com os outros. Ou ainda há aqueles que sua fé estão baseadas na fé de outros, a experiência do outro torna-se padrão para a dele. É o homem adorando o homem. Pedro, Paulo e Barnabé foram contra isso:

Atos 10.23-26: 23 Pedro, pois, convidando-os a entrar, hospedou-os. No dia seguinte, levantou-se e partiu com eles; também alguns irmãos dos que habitavam em Jope foram em sua companhia.  24 No dia imediato, entrou em Cesaréia. Cornélio estava esperando por eles, tendo reunido seus parentes e amigos íntimos.  25 Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou.  26 Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem”.

Atos 14.8-15: 8 Em Listra, costumava estar assentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, o qual jamais pudera andar.  9 Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado,  10 disse-lhe em alta voz: Apruma-te direito sobre os pés! Ele saltou e andava. 11 Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós. 12 A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra. 13 O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para junto das portas touros e grinaldas, queria sacrificar juntamente com as multidões. 14 Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando: 15 Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles”.

  1. Elias era homem como todos os humanos.
“Elias era semelhante a nós”. Essa declaração nos ensina que ele não era “deus em forma de homem baixado entre nós”, nem mesmo um super-herói, não era dotado de divindade ou espiritualidade perfeita, mas fora um homem como nós. Embora reconhecemos que ele teve um ministério especial, todavia igual a todos os demais servos do Senhor. O único Deus que desceu dos céus em forma humana foi Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor (João 1.1-14).

  1. Elias estava sujeito aos mesmos sentimentos dos humanos.
Os sinais de sua humanidade ficaram evidentes nos sentimentos expressados; a incompreensão do povo, a perseguição de Acabe e a dor do isolamento causaram nele sentimentos comuns a todos nós.

O temor ou medo: “fugiu para salvar sua vida” (1Reis 19.1-3). É difícil imaginar que Elias, o ousado profeta que desafiou Acabe e Jezabel, que desafiou os profetas e o culto à Baal, que orou para que não chovesse e depois para que chovesse e assim aconteceu, tenha se tornado tão fraco e tão vulnerável a ponto de sentir medo. Todos nós sabemos que o medo é um sentimento de fraqueza, todavia quando este medo é levado em oração Àquele que tudo pode, a fraqueza se transforma em força. O apóstolo Paulo também enfrentou temores e fraquezas (Romanos 7.15-24). O brado de vitória está em Romanos 7.25. “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor”.

A Solidão: “Já basta, ó Senhor. Toma agora a minha vida, pois não sou melhor que meus pais” (1Reis 19.4). Deus não respondeu essa oração de Elias, no entanto, seu clamor demonstra um estado profundo de solidão. Jesus também sofreu solidão no Getsêmani (Lucas 22.44). O salmista e o apóstolo Paulo também demonstraram este sentimento (Salmo 102.1-7; 2Timóteo 4.16). A solidão é um dos mais terríveis sentimentos, ela deprime e corta a alma humana.

A Ira: Elias ficou irado pelo zelo que devotava ao Senhor, ao culto monoteísta e ao seu próprio povo. Vingou-se da idolatria, matando os profetas de Baal (1Rs 18.40).

A Injustiça: “... e procuram-me tirar a vida” (1Rs 19.10 e 14). O profeta queixa-se ao Senhor pela injustiça que estava sofrendo. Esse sentimento fazia ser vítima aos seus próprios olhos; vítima de tudo e todos, inclusive com tendências de acusação ao próprio Deus. Quantas vezes as injustiças nos fazem reclamar e acusar o próprio Deus!

Elias era humano. Não tinha nada de “especial” em sua natureza, era como nós. Mas era homem de oração. Aprendemos com ele. Outro item da oração eficaz é a perseverança. Que veremos na próxima semana.

No amor de Cristo,

Pr Paulo Berberth

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