quinta-feira, 21 de julho de 2011

JÓ: Ousadia na Oração I


Mensagem do dia 20/07/2011 (quarta-feira) 

Série: Orações na Bíblia-02

Introdução
Durante séculos o povo de Deus não podia se relacionar diretamente com Ele, então a maneira era através do Tabernáculo e seus utensílios, dos sacerdotes e dos profetas. Até mesmo a presença santa de Deus (embora simbólica) lhes era proibida por uma grossa cortina (Lv 16.1-2). Mas Jesus Cristo, o mediador entre o homem e Deus (1Tm 2.5), através do Seu perfeito sacrifício na cruz abriu as cortinas que nos separavam de Deus “O véu do santuário se rasgou” (Mt 27.51). Isso nos possibilitou pelo menos 2 coisas: 1. O acesso direto ao Pai; 2. Garantiu-nos conhecê-Lo com muito mais intimidade; E a oração é um dos meios pelo qual podemos ter este acesso ao Pai.

Mas hoje, muitos querem mudar a lógica de Deus, ensinando que nós é quem devemos “abrir as cortinas do nosso eu interior”, ou seja, permitir Deus nos conhecer como de fato somos. Heresia! Deus já nos conhece perfeitamente, Ele quem nos criou, cabe a nós buscar conhecê-Lo cada vez mais.

Deus se agrada de um coração verdadeiro, sincero, que se derrama “sem máscaras” em Sua presença, alias sempre digo que “não é mais limpo aquele que nunca se suja, mas aquele que sempre se limpa”. Todos nós somos falhos, imperfeitos, Deus sabe disso, Ele sabe de nossas lutas para vencer o mal e o pecado, por isso nos entende. Outro problema é que alguns querem na oração, ou usam como pretexto a oração para buscar apenas as bênçãos e não o Deus das bênçãos. Se tomarmos como exemplo as marcantes experiências vividas por Jó, as quais Deus fez questão de deixar registradas em Sua Palavra, descobriremos que a oração nos reserva benefícios ainda maior do que os favores que buscamos.

Vamos estudar sobre este maravilhoso servo de Deus e assim como Jó, vamos conhecer verdadeiramente o Deus a quem dirigimos nossas orações.

I – SÓ HAVERÁ PROXIMIDADE QUANDO HOUVER INTIMIDADE

Talvez em nosso critério de espiritualidade, Jó estaria num patamar bem mais elevado, visto que desfrutava (aparentemente) de íntima comunhão com o Senhor. A Bíblia relata que Jó: “... era bom e honesto, temia a Deus e procurava fazer nada que fosse errado”NTLH, noutra versão diz: “... homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal”(Jó1.1).

Conhecemos a sua história, mesmo depois da tragédia que destruiu sua vida, a Bíblia afirma: “... Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” (Jó 1.22). Em Jó 2.9-10, percebemos sua postura firme no Senhor:9 Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre. 10 Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios”.

Contudo, podemos concluir que Jó conhecia a Deus bem menos que nós imaginamos, sua fé se apoiava na “familiaridade”, não na intimidade. Desde criança ele ouvia sobre Deus, mas não tinha a intimidade que ele passou a ter, como relatado por ele mesmo no final do seu livro dizendo: “Antes eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora eu te vejo com meus próprios olhos” (Jó 42.5).

Na busca dessa intimidade podemos abrir o coração, os meus desejos, as minhas intenções, os meus sentimentos mais profundos podem ser depositados aos pés do Senhor. Então Deus irá descortinar nossa visão e estaremos mais pertos de Dele, assim teremos a possibilidade de Conhecê-lO e ter uma intimidade maior e melhor com ELE.

Deus fez isto com Jó: “descortinou-se” perante Jó em momentos e oração, deixando de ser aquele que ouve e atende o clamor, passando a ser agora, aquele que se relaciona, compartilha, interage e que se faz presente na vida do seu servo. E isso fez toda a diferença na vida de Jó.

É bom lembrarmos que por causa da angustia e sofrimento, Jó chegou a proferir palavras arrogantes, das quais, mais tarde, envergonhou-se. Palavras duras e irreverentes, frias e hostis, tolas e impensadas. Houve arrependimentos, mas houve também vergonha. Através do seu exemplo, podemos tirar lições preciosas para nós e para nosso momento de oração.

A Intimidade não desobriga a reverência (Leia Jó 40.1-5). Imaginem a perplexidade de Jó quando Deus confrontou sua oração! Jó chegou a sentir a aversão de si mesmo, tamanha foi a vergonha pelo procedimento irreverente na oração. A Intimidade não justifica a informalidade, não podemos perder a reverencia.

Romanos 8.15: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai”.

Temos a liberdade de dizer, Pai, meu Pai, mas essa liberdade que é condicionada à intimidade, não deve dar espaço à informalidade e a petulância. Não podemos tratar a Deus como qualquer um. Quem não se lembra da apresentadora XUXA dizendo “o cara lá de cima”? Eu acho isso horrível. Quem conhece Deus com mais profundidade só pode tratá-Lo com todo o respeito e reverencia que ele merece. É o nosso Pai, “Aba, Pai”.

Terminarei este 1º estudo com o texto de Apocalipse 7.12: “O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!”

Prepare-se para os próximos estudos,
II – SÓ HAVERÁ GRANDEZA QUANDO HOUVER HUMILDADE
III – SÓ HAVERÁ FAVOR QUANDO HOUVER TEMOR
IV – SÓ HAVERÁ RESPOSTA QUANDO HORVER MUDANÇA

No amor de Cristo,

Pr Paulo Berberth

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