sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Centro, Jesus


 20 Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Pelo contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida quer pela morte; 21porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. (Filipenses 1.20-21)

A verdadeira devoção cristã está personificada nessa breve sentença: “Para mim o viver é Cristo”. O apóstolo Paulo não disse: “para mim o viver é trabalhar”, nem disse “... é a moralidade”, muito menos “... é a religião” ou “... é a benevolência”.

Neste assunto o apóstolo Paulo era craque, pois quem era tão devotado quanto “grande trabalhador”? Quem era mais religioso e mais aplicado na lei do que ele? Quem era mais benevolente e tinha uma vida moral mais marcante quanto a vida dele? Se alguém pode se gloriar na carne este alguém é o apóstolo Paulo, ele mesmo diz em Filipenses 3.4-8:

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Lavo minhas mãos


“Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; fique o caso convosco!” (Mateus 27.24)


Há um ditado que diz que “a voz do povo é a voz de Deus”. Será?  Acho interessante a forma que as coisas aconteceram, percebo certa ambigüidade nesta afirmação (tem 2 lados a moeda). Pois por um lado o povo foi injusto dizendo: “Crucifica-o! Crucifica-o!”. Mas por outro, percebemos um plano maior, o de DEUS dentro do seu Maravilhoso propósito de salvação da humanidade, ou seja, as profecias haveriam de se cumprir, a crucificação deveria acontecer exatamente para se cumprir o plano de Salvação de Deus ao mundo para todos aqueles que Nele cressem. Vamos analisar a postura de Pilatos e aplicarmos em nossas vidas, o que podemos aprender?

Ele poderia soltar Jesus se quisesse? Sim! Teve oportunidade para isso, inclusive percebemos que ele concluiu que Jesus era de fato inocente, no entanto lavou suas mãos, “tirou o corpo fora”, transferiu a responsabilidade para o Povo dizendo “... estou inocente do sangue deste justo; fique o caso convosco!”.

Pilatos ficou em cima do muro, não quis se comprometer com a responsabilidade de ser o culpado pela crucificação de um homem justo e também temia o povo, pois “aumentava o tumulto”. Ele foi indiferente. Ouvi certa vez que o oposto do amor não é o ódio, é a indiferença, talvez seja também o oposto da decisão. Aplicando isso sobre as nossas vidas, podemos pensar: Em quais situações somos indiferentes?

sábado, 23 de abril de 2011

Jesus, A Nossa Páscoa


9Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. 10 Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4.9-10)

  • Como a páscoa é vista e vivida nos dias de hoje?
O natal foi secularizado, tornou-se nada mais, nada menos que comércio. Tiraram o foco de Jesus e colocaram no “bom velhinho”, o famoso Papai Noel. Aconteceu o mesmo com a páscoa. A páscoa judaica era uma profecia da obra de Jesus, sua instituição está relatada em Êxodo 12 (eles teriam que pegar um cordeiro perfeito, “sem manchas”, sacrificá-lo e depois passar o sangue do animal nos umbrais das portas das casas que o comeram, isso seria um sinal quando para Deus quando passasse aquela noite e assim não seriam feridos os seus primogênitos). Mas Jesus foi trocado por um coelhinho, que ainda por cima bota ovos, e de chocolate!

Assistindo os jornais pela TV e observando as notícias a respeito da Páscoa (e vejo que é sempre a mesma coisa), percebi que Jesus Cristo é tido como um personagem emblemático, misterioso, místico. E a crucificação de Cristo tornou-se um espetáculo ao ar livre, representado por artistas que talvez nem de perto conhecem e muito menos confessam a fé Nele. Um Show que emociona as pessoas e as fazem chorar, mas tenho comigo um pé atrás, talvez a mensagem transmitida esteja até correta, no entanto, percebo que nem todos compreenderam de verdade o real significado da páscoa do Senhor.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um Homem de Deus




“... Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus” (2 Reis 4.9)

Introdução
Recentemente atendi um jovem que me disse: "Ih... pastor, não existem mais homens de Deus, essa expressão está defasada faz é tempo". O que você acha? Será que realmente não existem mais homens e mulheres de Deus? Sim! Eu pessoalmente conheço vários homens e mulheres que são dignos de serem chamados assim, mas também é verdade que o uso deste termo está defasado por causa de pessoas que acham que são, mas não são e por isso tudo entra no pacote.

A mulher sunamita estava se referindo ao profeta Eliseu. Ela gostava tanto dele que o convidou para “tomar um cafezinho e comer um delicioso pão” em sua casa. E ainda construiu um quarto para ele, com uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lamparina, para ele ficar bem acomodado e assim se hospedar quando ele estivesse passando por aquela região. Mas esta hospitalidade foi motivada pelo que? O que motivou a mulher sunamita a querer ter em sua casa este homem que sempre passava por ali? O versículo 9 responde: “... Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus”.

Isso me levou a pensar: Como nós somos reconhecidos diante das pessoas?

Há pessoas que não se importam nenhum pouco com o que os outros pensam dela. Mas como cristãos devemos nos preocupar sim, até porque, o bom testemunho deve ser a marca de Cristo na vida de todos os cristãos. O mundo precisa de boas referências. O mundo precisa de bons exemplos. O mundo precisa de agentes do Reino de Deus. Precisa de Embaixadores do Rei. Somos a geração eleita e fomos chamados para anunciar àquele que nos tirou das trevas e nos trouxe para a maravilhosa Luz.

E pensando em referências, lembrei de uma música do Cazuza chamada "Ideologia". Eis um trecho da música:  

“... Meu partido é um coração partido e as ilusões estão todas perdidas.Os meus sonhos foram todos vendidos tão barato que eu nem acredito. Ah! eu nem acredito... que aquele garoto que ia mudar o mundo, frequenta agora as festas do "Grand Monde"  (festa da "Alta Sociedade", referindo-se aos ricos e famosos) Meus heróis, morreram de overdose... meus inimigos estão no poder. Ideologia! Eu quero uma pra viver...”.

Um jovem totalmente perdido no mundo das drogas e homossexualismo e sabe-se lá em mais o que? Questiono-me: que tipo de referência este rapaz foi para a sociedade? Quais eram suas referências? Ele mesmo disse: “Meus heróis morreram de overdose...”. Quantas pessoas cantaram, cantam e ainda cantarão essa música. Quantas pessoas foram influenciadas por este rapaz?

Implicação: Vamos pensar em nós. Que tipo de referência nós somos para os nossos filhos? Para os nossos visinhos? Amigos? Conhecidos? Será que tipos como estes (como o Cazuza), estão sendo referências em nosso lugar? Nós que deveríamos sempre estar à frente deles, estamos ficando para trás? Como somos reconhecidos diante das pessoas?

Conclusão
A mulher sunamita via na pessoa de Eliseu, "um homem de Deus”. Que esta palavra não seja apenas um “jargão” usado por nossas bocas, mas que sejam verdades nas bocas, nos olhos e nos corações de quem nos vê. Pense nisto!

No amor de Cristo, Paulo Berberth

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pescadores de homens


 “Disse lhes Jesus: Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens” (Marcos 1.17)

Primeiro vamos ao contexto: João Batista aparece no cenário, ele é “a voz que clama no deserto”. Sua missão foi anunciar a necessidade de arrependimento e todos os que criam na mensagem eram batizados (2-8). E dizia também que: “... viria aquele que é mais poderoso do que ele, do qual ele não era digno nem de curvar-se e desatar-lhe as correias das sandálias” (7).  

Jesus foi batizado e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma de pomba e se ouviu uma voz que dizia: “Tu és meu Filho amado, em ti me comprazo” (9-11). Em seguida Jesus passou por quarenta dias sendo tentado por satanás e nos deu exemplo de como suportar as tentações e as inclinações de nossos corações às coisas deste mundo (12-13).

Então, chegamos ao nosso texto, conhecido como: “A vocação dos primeiros discípulos” (14-20). Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia pregando o evangelho do Reino de Deus, dizendo: “O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho”. Então junto ao mar da Galiléia viu Simão e seu irmão André, que lançavam suas redes ao mar, pois eram pescadores. Então Jesus disse: “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens”.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Em quem Confiar?


“Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo”. (Isaías 41.13)

Vivemos tempos difíceis. Uma grande questão nos assola: Quem é digno de confiança?

Os antigos sempre dizem que na época deles era bem mais fácil responder essa questão, até porque, as pessoas eram mais transparentes e honestas, eram mais dignas de confiança. Lembro-me de quando era criança, havia no meu bairro a mercearia da Cleusa, mãe de um amigo. Ela marcava em cardenetas as contas da clientela, não sei se ela tomou calotes, talvez sim, mas era bem mais fácil saber em quem confiar. Hoje em dia isso não é mais possível, pois é necessário ter um documento firmado contendo numerosas cláusulas restritivas. Nós “confiamos, desconfiando”.

Quem é digno de confiança? Deus não pode mentir (Tt 1.2), por isso podemos confiar Nele, aceitar o que Ele nos diz, nos submeter a Ele e lhe entregar o governo de nossa vida. Deus está no controle de sua vida?

Confiar Nele é crer em Suas promessas, crer no seu cuidado. E confiar integralmente Nele é ter a convicção de que estaremos fortalecidos e bem preparados quando vier às tensões e dificuldades da vida. O autor de Hebreus afirma:Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão” (Hebreus 10.35).