quarta-feira, 28 de julho de 2010

Fechadura nova em porta velha


Hoje pela manhã troquei a fechadura da porta de minha cozinha e vou dizer uma coisa: “Deu trabalho! Mesmo se tratando de algo tão simples”. A minha casa tem cerca de 30 anos e tem muitas coisas nela que ainda é original e uma das coisas é esta porta. Comprei a fechadura nova, no entanto quando fui trocar percebi que não se encaixava bem e que os parafusos também não serviram, tive que usar a fechadura nova numa porta velha e parafusos velhos, pois eles deram certo. Arrumei, mas sem fazer gambiarras.

Isso me fez pensar em algumas coisas que são tidas por alguns como “velhas” e “ultrapassadas” e que simplesmente são desprezadas e muitas vezes jogadas no lixo. Só que nem tudo que é antigo é necessariamente inútil, descartável e desatualizado se observarmos os produtos de hoje em dia, boa parte deles são bem mais frágeis e duram bem menos e são menos eficientes do que os mais antigos, exatamente porque foram feitos para durarem menos. Novidade não significa qualidade.

A Bíblia, por exemplo, é antiga, mas como dizem: “ela é o jornal de ontem, de hoje e o de amanhã”. Mesmo contendo histórias antigas, ela é atual e contemporânea, aplicável, prática e coerente (a Bíblia explica a própria Bíblia), podemos aprender e encontrar nela, respostas sobre quaisquer assuntos que imaginarmos. Nela encontramos princípios eternos, bons e verdadeiros. Contém bases bem fundamentadas e comprovadas tanto no universo da fé, quanto na história e cientificamente falando.

O que podemos aprender, é que as bases fundamentais devem ser mantidas, pois somente elas podem ser fortes e resistentes o suficiente para suportar e prevalecer ao longo dos anos, tais bases respondem as indagações e mazelas humanas, é eficaz e apta em todos os pontos (Hb 4.12). A transmissão do conteúdo sim pode e deve ser modificada sendo dinâmica, contextualizada e contemporânea. É óbvio que as mesmas coisas realizadas 20 anos atrás nem sempre dão certo nos dias atuais, diria que não dão mesmo, pois o mundo é outro e ele está em constante mudança.

Mas quando o conteúdo da mensagem é alterado, abrem-se brechas para um novo fundamento que se torna perigoso como baluarte da fé. Suas bases são fracas, é facilmente contestadas e abaladas porque não é sustentável por muito tempo, passa a ser uma espécie de modismo, quem vêm faz adeptos e logo some deixando apenas prejuízos. Por isso, de que adianta ter uma mensagem apenas dinâmica, contextualizada e contemporânea e não possuir as bases bem fundamentadas?

O resultado desta escolha é muitas vezes irreparável, percebo que estamos mediante um desafio gigantesco: Encarar a pós-modernidade mantendo princípios e valores bíblicos, ser relevante sem comprometer a mensagem. Façamos então, uma releitura de nossos princípios e valores atuais. O que julgamos ser essencial e fundamental para a mensagem? Reflita nisto.

 “E não vos amoldeis ao esquema deste mundo, mas sede transformados pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).   

Oração
“Senhor, nos dê sabedoria e discernimento para não sermos levados por qualquer tipo de vento de doutrina que aparece e logo se vai. Que possamos estar bem fundamentados em Tua Palavra. Em nome de Jesus. Amém”.

No Amor de Cristo,

Paulo Berberth

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