segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Santificação V

(Pacientes e Longânimes)

“Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão”. Romanos 9.22-23

Chegamos ao 4º fruto do Espírito Santo, algumas versões bíblicas traduziram como "Paciência", outras como "Longanimidade". Duas palavras de conceitos parecidos e ao mesmo tempo, que podem ter vários focos. A meu ver possuem distinções especificas que vale a pena compreendermos. No Novo Testamento a palavra utilizada é makrothymia que pode ser traduzida também como “perseverança” e “firmeza”, além de paciência e longanimidade. A palavra makrothymia é a junção de duas palavras grega:

Makrós – longo, longe, distante.

Thymós – ira, raiva, furor.

De uma forma bem simples poderíamos dizer que makrothymia significa:
“Ser longo para se irar” ou “demorar para se irar”.

Na parábola de Mateus 18.23-35 (conhecida como “a parábola do credor sem compaixão”), mostra-se que a paciência humana tem relacionamento com a paciência divina – e dela o homem depende. A expressão usada nos vv 26 e 29 é a mesma: “Senhor, tem paciência comigo, que te pagarei tudo”. A diferença é que o Senhor foi compassivo (vv27-28), mas o credor não (vv29-30). Jesus está falando desde o v. 15 sobre reconciliação, perdão e compaixão ao próximo. É a mesma palavra utilizada para descrever o Amor em 1Co 13.4 “O amor é paciente...”. Neste sentido (em relação ao próximo) este fruto se concretiza através da compaixão, ou seja, tardando para se irar com o próximo. Assim aplica-se também noutras situações do nosso dia à dia.

Ao contrário do que muitos dizem, paciência não é dom. Paciência ou longanimidade são Frutos do Espírito Santo. No português costumamos utilizar com mais freqüência a palavra paciência do que longanimidade. Creio que longanimidade seja utilizada mais no contexto eclesiástico por causa da cósmovisão cristã. Contudo, gosto de entender as duas palavras das seguintes formas.

Paciência é algo momentâneo, ou algo que acontece numa situação especifica e lá deve estar ela (melhor dizendo, deve ser praticada). Exemplo: O cristão deve ter perseverança na continuação de um trabalho, gostando ou não, sendo ele chato ou não, sendo difícil ou não, não importa. O cristão deve agir com firmeza para não chegar à desistência, não deve irar-se, nem irritar-se com a situação, não deve perder o controle. Por isso que normalmente dizemos “perdi a paciência”, neste caso o que houve na verdade é que a ira surgiu e paciência não existiu.

Longanimidade já é algo que acontecerá em longo prazo e até lá (deste ponto de vista), é necessário saber esperar o kairós de Deus, O tempo certo de Deus. Neste percurso de espera a postura deve ser de magnitude, grandeza diante de situações difíceis. Um exemplo disso seria a pessoa que está aguardando uma definição em sua vida como no caso da área profissional, sentimental ou até mesmo em casos de doenças. Este processo terá um fim, independente do resultado dele, todavia até a conclusão do que se espera é necessário ser esperar. Como no salmo 40.1 “Esperei confiantemente pelo SENHOR; Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro”.

Que possamos deixar DEUS através do Espírito Santo desenvolver em nossas vidas os frutos: Paciência e Longanimidade. E que principalmente lembremo-nos que DEUS agiu com paciência e longanimidade conosco, por isso, fomos reconciliados.

No amor de Cristo,


Paulo Berberth

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