terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O que tu pedes?


“7 Peço-te que não me negues duas coisas antes de morrer: 8 Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me apenas o pão de cada dia; 9 para que na fartura não te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou, empobrecendo, eu venha a furtar e profane o nome de Deus. Provérbios 30.7-9

Final de ano, nós temos por hábito fazer pedidos, avaliar o ano que está passando, planejar o próximo. Percebo que a sociedade construiu em sua mente o desejo de progredir, de prosperar. Quanto a progredir, não vejo nada demais, no entanto o problema é a forma que deseja progredir e acima disso o que está no coração para alcançar este alvo. E neste mundo materialista, tal pensamento faz com que grande parcela da humanidade seja vaidosa, ambiciosa e egoísta.

Provérbios 30 é um interessante capítulo. Salomão faz citações das palavras de Agur (v.1). Parece ser um desabafo mostrando os seus dilemas, crises e intentos da vida. Fala daquilo que o impressiona e também do que desconhece e não entende (Sugestão: leia o capítulo todo). Mas principalmente, em suas palavras, Agur sabe quem ele é, e tem convicção dos seus limites humanos, nos vv 2-3 é relatado: “Na verdade sou o mais tolo de todos, não tenho o entendimento do homem; não aprendi a sabedoria, nem tenho conhecimento do Santo”. Agur faz dois pedidos:


Afasta de mim a falsidade e a mentira;
não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me apenas o pão de cada dia;

Salomão sabe que o coração do homem é corrupto e que deseja coisas desnecessárias por vaidade e que pode articular o mal para alcançar seus objetivos, seja trapaceando, sendo injusto ou mentindo. Por isso ele deseja ser idôneo, reto e justo. Ele pede o necessário, não almeja ser rico e nem pobre no versículo 9 explica: “para que na fartura não te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou, empobrecendo, eu venha a furtar e profane o nome de Deus”.


Mas isso é difícil, porque quanto mais o homem tem, mais ele deseja. Não se contenta com o muito e muito menos com o pouco. São os dois extremos: Um o de achar que é bom suficiente para não precisar mais de Deus; E o outro, achar que Deus o abandonou e assim blasfemar teu Santo nome. Tiago trata disso também, ele diz: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres”. Tg 4.3

Essas palavras me levam a pensar:
O que eu, Paulo César Berberth Lima, tenho pedido? Para que? Qual a minha real motivação? Será que é mesmo da vontade de Deus? Será que tenho desejado algo desnecessário? E quanto aos extremos, será que agiria injustamente com Deus? Pense nisso também queridos. Estes são os meus sinceros votos para todos vocês neste ano novo.

Oração:
“Senhor, me dê sabedoria para buscar a tua vontade e não a minha. E que eu saiba adorar-te em todos os momentos, seja em fartura, seja em necessidades. Em nome de Jesus Cristo Amém!”

No amor de cristo,

Paulo Berberth

Um comentário:

  1. Bem sugestivo o texto... Bem, prosperidade é um assunto que tras um pouco de divergência no nosso meio. Como foi citado em algum momento do texto, acredito que hajam dois extremos: Em um "pólo" fica o que acha que a abundância de dinheiro, a conta corrente cheia, o carros do ano, a casa de campo e de praia é tudo que precisam pra ser feliz. Sem contar que prosperirade, julgo eu não ser exatamente isso. Em contra partida, no outro "pólo" encontra-se o sujeito que acha que ser miserável agrada a Deus. Confunde a humildade que o Senhor se refere como sendo uma grande virtude do servo de Deus autêntico, com o "ser miserável". Afinal, como meu pastor sempre diz: Existem ricos humildes e pobres soberbos. Que possamos buscar em Deus o equilíbrio. E que possamos nos momentos de escassez dizer como Paulo: Sei ter em abundância, sei passar falta...mas posso todas as coisas naquele que me fortalece.
    Graça e paz!!!

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No Amor de Cristo,
Pr Paulo Berberth