quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cristianismo Hoje


Uma das coisas que mais conversávamos no seminário era sobre o nosso futuro pastorado. Dizíamos que seriamos pastores em tempos difíceis, mas talvez os pastores de épocas anteriores também pensassem o mesmo em seu tempo. O fato é que o mundo muda constantemente e a igreja de Cristo luta neste processo para ser relevante. O problema é que encontramos hoje um cristianismo diferente, talvez um cristianismo longe do que realmente Jesus deseja.

Os valores se inveteram em demasia. Pensamos viver em um mundo “justo”, onde a pessoa recebe o que merece e merece o que recebe. Ou seja, se ela está na rua, alguma coisa de errado fez. Se ganhou algum dinheiro, ela mereceu porque é uma pessoa boa. Dizem por ai “cada um tem o que merece”. Nossa sociedade vive o passageiro como se fosse eterno e isto chegou a nossas igrejas. O secularismo vem tomando conta, invadindo vidas e destruindo lares com seu pensamento imediatista e colocando as coisas de forma relativa. Tudo é relativo e nem tudo é pecado ou ruim. Há sempre um pensamento egoísta e tendencioso às coisas que poderão trazer algum tipo de “lucro”. Dizem: “Não é bem assim que a Bíblia fala”, e outra, “Nem tudo deve ser levado ao pé da letra”.

Usam trechos isolados da Bíblia para defender o próprio ponto de vista como: “Tudo me é lícito.” (ponto final). Não continuam o versículo sabe-se lá o porquê, mas ele continua: “...mas nem tudo me convém Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. (1 Coríntios 6.12). Fico pensando no texto de Apocalipse 3.20 quando Jesus é deixado do lado de fora da igreja de Laodicéia e bate educadamente e diz com sua voz doce e amável. Estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo”.

Jesus está do lado de fora. Muitos vivem um certo “evangeliquez” que está na moda. Querem um Jesus que não existe, com padrões totalmente distorcidos. Confundem livre-arbítrio com libertinagem. Muitas igrejas viraram “clubes”, apenas um local para atividades, diversões e encontros sociais, por isso que quando surge algo “novo” a primeira coisa que é dita é: “nossa igreja poderia ter”. E assim imitando tudo e todos. Trocaram a Base fundamental por uma decoração mixuruca. Não entenderam o que é ser cristão e não sabem o que é ser salvo. E muitos estão perdidos dentro da casa do Pai. Pais que dão maus exemplos geram filhos problemáticos e rebeldes, jovens desinteressados e apáticos, indiferentes, irrelevantes. Fico pensando no que fazer? Como agir? Como lutar? Como não desanimar frente a tão grandes desafios?

O tema proposto para trabalhar com os jovens é “Compromisso com o Senhor”. A idéia é atingir as várias áreas mostrando como os jovens podem ser, de fato, comprometidos com o Senhor e praticar tal compromisso de forma que façam diferença neste mundo indiferente. O apóstolo Paulo resume o cristianismo dizendo: “Já estou crucificado com Cristo, portanto, não sou mais eu quem vive, mas é Cristo quem vive em mim. E essa vida que vivo agora no corpo, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. (Gálatas 2.20) Que todos possam viver como Jesus deseja e espera.

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o com todas as tuas forças, porque na sepultura, para onde vais, não há trabalho, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria”. (Eclesiastes 9.10)


No amor de Cristo, Sem. Paulo Berberth
Igreja Batista do Cambuí - Campinas - 23/08/2009

Um comentário:

  1. Parabéns. Seu texto é maravilhoso e expressa bem a realidade das igrejas hoje. O blog está ótimo! =) Abraço.

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Pr Paulo Berberth